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ECONOMIA: Fim da escala 6×1 deve acelerar investimentos em IA (Inteligência Artificial)

O debate sobre o possível fim da escala 6×1 no Brasil tem levado empresas de diversos setores a revisarem seus modelos operacionais e acelerarem investimentos em tecnologia. Enquanto trabalhadores e entidades sindicais defendem jornadas mais equilibradas e melhor qualidade de vida, organizações de todos os portes buscam alternativas para manter a produtividade, preservar margens e garantir a continuidade do crescimento em um cenário de custos crescentes. A discussão ganha ainda mais relevância diante dos potenciais impactos econômicos para o setor produtivo. Estudo do BTG Pactual estima que uma eventual mudança no modelo de jornada possa gerar um aumento de aproximadamente R$ 2 bilhões nos custos do varejo brasileiro, pressionando margens operacionais e exigindo das empresas novas estratégias para ganho de eficiência. Na prática, a busca por soluções de automação e ferramentas digitais já pode ser observado em grandes redes varejistas, como supermercados, bancos e empresas de serviços, que vêm ampliando investimentos em caixas de autoatendimento, digitalização de processos e inteligência artificial. O objetivo é reduzir atividades repetitivas, otimizar recursos e permitir que equipes humanas atuem em funções de maior valor agregado. Para o especialista João Almeida, Head de Negócios da SH Squads, empresa especializada em inteligência operacional, automação e integração tecnológica, o debate sobre a redução da jornada de trabalho deve acelerar uma transformação que já vinha ocorrendo em diversos setores da economia. “O principal movimento que se observa não é necessariamente a substituição de pessoas, mas a necessidade de as empresas crescerem sem ampliar seus custos na mesma proporção. Em um cenário de pressão sobre margens, aumento de despesas trabalhistas e necessidade de ganho de produtividade, a automação e os agentes de IA passam a funcionar como instrumentos de proteção de caixa e eficiência operacional”, afirma. Segundo o executivo, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de inovação para assumir um papel estratégico na gestão financeira das empresas. “Quando uma organização consegue automatizar atividades como atendimento ao cliente, cobrança, conciliação financeira, análise documental, suporte interno ou processos administrativos, ela protege sua margem operacional. Em vez de aumentar estrutura e folha de pagamento a cada ciclo de crescimento, consegue absorver parte dessa expansão por meio da tecnologia”, explica Almeida. PMEs precisam acelerar a adoção de inteligência artificial Embora grandes empresas estejam liderando muitos dos investimentos em transformação digital, o avanço da inteligência artificial também começa a ganhar espaço entre pequenos e médios negócios.  Levantamento recente da FecomercioSP mostra que 58% das empresas paulistanas ainda não utilizam inteligência artificial em suas operações. Entre micro, pequenas e médias empresas, esse percentual sobe para 62,4%. Por outro lado, a pesquisa revela que 57% dos empresários demonstram interesse em conhecer melhor a tecnologia e suas aplicações práticas nos negócios. Para Almeida, esse cenário demonstra que o mercado está entrando em uma nova fase de adoção da inteligência artificial, especialmente entre empresas que precisam aumentar produtividade sem elevar significativamente seus custos fixos.  “Automação era vista como algo acessível apenas às grandes corporações. Hoje, os agentes de IA permitem que pequenas e médias empresas automatizem processos inteiros com investimentos muito mais acessíveis. Isso reduz a necessidade de contratar novas equipes apenas para absorver aumentos de demanda e cria condições para um crescimento mais sustentável”, afirma. Na avaliação do especialista, a evolução da inteligência artificial representa uma nova etapa da automação corporativa. Se anteriormente os sistemas executavam apenas fluxos previamente programados, os agentes de IA passaram a interpretar informações, tomar decisões dentro de parâmetros estabelecidos, interagir com clientes e colaboradores e executar atividades de forma autônoma.  “A tendência é a formação de operações híbridas, nas quais profissionais e agentes de IA trabalham lado a lado. As empresas que conseguirem integrar essas capacidades terão ganhos importantes de produtividade, escala e competitividade”, avalia o Head de Negócios da SH Squads. Nos últimos meses, a empresa ampliou sua oferta de soluções voltadas ao desenvolvimento de agentes de IA e automação empresarial, implementando projetos capazes de automatizar processos e departamentos inteiros nas áreas financeira, comercial, operacional e tecnológica. Entre as aplicações estão agentes inteligentes para atendimento ao cliente, cobrança, conciliação financeira, monitoramento de operações, análise documental, suporte interno, integração de sistemas e gestão de processos corporativos. Bruno Cardoso, CTO da SH Squads, acredita que o debate sobre inteligência artificial frequentemente parte de uma premissa equivocada: a de que a tecnologia existe para substituir pessoas. “Toda grande evolução tecnológica eliminou determinadas tarefas, mas aumentou a importância das pessoas capazes de tomar decisões, resolver problemas e criar valor. Com IA acontece a mesma coisa.” Para o executivo, o maior impacto dos agentes inteligentes está na automação do trabalho operacional e repetitivo. “Uma equipe não deveria gastar horas conciliando documentos, preenchendo sistemas ou executando rotinas previsíveis. Essas são atividades que podem ser automatizadas. O papel das pessoas passa a ser entender contexto, lidar com exceções, tomar decisões e direcionar o negócio.” Cardoso afirma que empresas que enxergarem IA apenas como ferramenta de redução de custos podem perder parte do seu potencial. “O ganho mais relevante não está em fazer o mesmo com menos pessoas, mas em fazer muito mais com as mesmas pessoas. Organizações que conseguirem combinar profissionais qualificados com sistemas inteligentes terão uma vantagem competitiva difícil de replicar”, conclui. Sobre a SH Squads A SH Squads é especializada no desenvolvimento de soluções financeiras em conformidade com as normas do Banco Central. A empresa atua com inteligência operacional, automação e integração tecnológica para o mercado financeiro digital, desenvolvendo equipes multidisciplinares dedicadas à implementação de soluções em embedded finance, infraestrutura financeira, inteligência artificial e eficiência operacional para fintechs, bancos, plataformas digitais e empresas em processo de transformação financeira. Com atuação focada em inovação, escalabilidade e conformidade regulatória, conecta tecnologia, dados e expertise de mercado para apoiar organizações na construção de operações financeiras mais integradas, ágeis e inteligentes.

IMPOSTOS: Pela primeira vez Brasil vai chegar aos R$ 2 Trilhões antes de julho

O Brasil vai ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões em tributos arrecadados neste sábado (27), segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Será a primeira vez que esse patamar será alcançado ainda no primeiro semestre. Em 2025, a marca foi atingida apenas em 3 de julho. Em 2024, em 24 de julho. Há dez anos, em 2015, os mesmos R$ 2 trilhões só foram alcançados em dezembro. Segundo a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, o avanço reflete uma combinação de atividade econômica aquecida, inflação e novas medidas tributárias. Entram na conta mudanças na tributação de offshores e fundos exclusivos, reoneração de combustíveis, alta do IOF e a taxação das apostas esportivas. O dado também chama atenção porque, enquanto a arrecadação bate recordes, os gastos públicos seguem crescendo. Em 2026, as despesas não financeiras do setor público já se aproximam de R$ 2,7 trilhões, mantendo a pressão sobre as contas do governo.

NEGÓCIOS: Uma empresa de colchões foi condenada por… ter homens na liderança

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu manter a condenação de R$ 300 mil contra a fabricante de colchões Ortobom. O motivo? A ausência total de mulheres nos 24 cargos de gerência na unidade de Arapongas, no Paraná. A Ortobom já havia sido condenada pelo tribunal regional, mas acabou recorrendo da decisão. Para a Corte do TST, a empresa não apresentou uma boa justificativa para ter apenas homens na liderança. Curiosamente, o cargo de CEO, o mais alto da companhia, é ocupado por uma mulher, Carolina Pires, desde o final de 2025. Por que isso importa? A decisão abre um precedente importante no país ao punir uma grande marca com base na chamada “discriminação estrutural”. Isso significa que a Justiça não precisou de uma denúncia individual ou de uma prova explícita de machismo para condenar a empresa. A legislação brasileira proíbe qualquer diferença de critérios de contratação e promoção por motivo de gênero. Na prática, a empresa precisa provar que os processos de seleção são neutros — algo que, segundo o TST, a Ortobom não conseguiu. No Brasil, cerca de 17,4% das empresas tem mulheres na presidência. Já ao redor do mundo, a média de mulheres no cargo de CEO das grandes corporações globais é de apenas 6%. O Tribunal que condenou a empresa possui 7 das 27 vagas ocupadas por uma mulher.

TRADICIONALISMO: Mulher trans vai disputar título de 1ª prenda regional do RS

A técnica de enfermagem Bruno Pradella Machado, 25 anos, do CTG Quero-Quero, de São Jerônimo, está prestes a escrever um capítulo inédito na história do tradicionalismo gaúcho. No próximo fim de semana, durante o Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista, em General Câmara, ela dará início à trajetória que poderá levá-la à disputa da faixa de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul. Segundo o patrão do CTG Quero-Quero, de São Jerônimo, Marcelo Pagini, a participação de Bruno Pradella Machado no Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista é uma questão de respeito às pessoas. “Precisamos respeitar as pessoas. Essa é uma questão dela, não nossa. Cabe a nós respeitar”, afirma o dirigente. Primeira prenda adulta da história da entidade, Bruno atua como técnica de enfermagem há quase cinco anos e atualmente cursa Radiologia. O vínculo com o tradicionalismo começou ainda na infância, influenciado pela família. “Meu contato com o mundo tradicionalista começou muito cedo. Minha mãe me levava para os eventos e o meu pai também sempre me incentivou. Minha família inteira é tradicionalista. Tenho um tio que foi patrão de CTG durante muitos anos, minha irmã dançava e eu também participei das invernadas desde criança”, relata. Ela integrou grupos de dança até 2019. Ao completar 18 anos, afastou-se das atividades tradicionalistas durante o processo de transição de gênero e para se dedicar à formação profissional. “Acabei parando porque não me identificava mais como homem. Fiz a minha transição, concluí meu curso técnico de enfermagem e me afastei da vida tradicionalista por um período. Em 2025, saíram minhas documentações e passei a ser oficialmente registrada como mulher”. O retorno ocorreu após manifestar interesse em participar da ciranda interna de prendas do CTG Quero-Quero. “Falei que tinha interesse em participar da próxima ciranda da casa. A diretora cultural conversou com o patrão do CTG e fui nomeada prenda. Desde então, sou a primeira prenda adulta da história do CTG Quero-Quero”, afirma. O patrão do CTG Quero-Quero, Marcelo Pagini, afirma que a entidade recebeu a candidatura com naturalidade. “Encaro isso de forma muito tranquila. Quando a Bruno foi aceita como prenda do CTG, houve um burburinho inicial. Algumas pessoas questionaram, principalmente as mais antigas, mas chamei todos para conversar e expliquei que precisamos respeitar as pessoas. Essa é uma questão dela, não nossa. Cabe a nós respeitar”, afirma. Agora, Bruno se prepara para o Concurso Regional de Prendas da 2ª Região Tradicionalista, estudando temas ligados à cultura gaúcha e participando das atividades da entidade. “Está sendo muito gratificante para mim. Mesmo sabendo das questões de preconceito e tudo mais, é um grande marco na história do Movimento Tradicionalista Gaúcho”, diz.

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